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Xiaomi 15: a câmera Leica chegou ao portfólio brasileiro

Análise focada em fotografia computacional, performance e o que a parceria com a Leica entrega no mainstream nacional.

Câmera traseira do Xiaomi 15

Veredito

9.0

/10

O Xiaomi 15 é a virada de chave da marca no Brasil: parceria Leica funciona, hardware é premium e preço é honesto. Melhor relação custo-benefício de flagship em 2026.

Prós

  • Câmera Leica entrega de verdade
  • Sensor de 1 polegada na principal
  • Carregamento 90 W o mais rápido testado
  • Tela 3.200 nits para sol forte
  • Preço agressivo para flagship

Contras

  • HyperOS ainda menos polido que iOS/Stock Android
  • Atualizações garantidas só por 4 anos
  • Vídeo 4K 120 fps reservado ao iPhone

O Xiaomi 15 aterrissa no Brasil como o primeiro mainstream da marca a chegar com selo Leica no kit completo de câmeras. Após 25 dias de teste em situações reais — viagem ao interior, jantar com pouca luz, evento esportivo, retratos urbanos — o aparelho mostra que a parceria não é só estampa no vidro.

Design

Corpo de alumínio com módulo de câmera redondo e marcante, herdado da estética da Leica M. Pesa 191 g, fica firme na mão e impressiona pela construção — encaixes precisos, sem creak, vidro Gorilla Glass Victus 2. IP68. Disponível em quatro cores; a versão preto-fosco testada esconde digitais melhor que o branco.

Tela

OLED 6,36" com pico de 3.200 nits — a mais brilhante já testada por aqui em um Xiaomi. A calibração de fábrica está excelente: cores precisas no modo P3, e o suporte a 1.920 Hz de PWM dimming elimina o tremor que cansa olhos sensíveis. ProMotion 120 Hz suave.

Câmera Leica — o foco do produto

Cinco perfis ópticos vêm de fábrica: Leica Authentic (com a curva tonal característica da marca), Leica Vibrant, Black & White, BW HC e Sepia. A diferença é real e não é só preset.

Sensor principal de 50 MP

Sony Lytia LYT-900 de 1 polegada. É o maior sensor já posto em um Xiaomi de mainstream. Em luz baixa, captura detalhes que o S25 e o iPhone 16 padrão perdem. Em alta luz, a profundidade de campo natural produz o famoso "bokeh ótico" — não simulado por software.

Teleobjetiva 5× flutuante

Lente flutuante de 60 mm equivalente, capaz de macro a 10 cm e zoom até 120× (digital). Em zoom 5× é tão boa quanto qualquer ponto-e-dispare; em zoom 20× ainda é utilizável; acima disso, é vitrine de marketing.

O Xiaomi 15 não é só "tão bom quanto" um iPhone em foto. Em algumas situações — retrato com pouca luz, macro, alto contraste — ele simplesmente é melhor. A Leica trouxe alma para o processamento, não só nome.

Vídeo

4K Dolby Vision a 60 fps em todas as lentes. Estabilização EIS impressionante a pé, e o áudio dos quatro microfones capta com clareza. Ainda atrás do iPhone em 4K 120 fps, mas suficiente para 95% dos usuários.

Performance

Snapdragon 8 Elite + 12 GB RAM. Em Wuthering Waves em ultra, manteve 60 fps por 30 minutos sem queda. A vapor chamber de grafite faz milagre na dissipação. HyperOS 2 baseado em Android 15 é fluido — diferente da iteração anterior, com bem menos bloatware pré-instalado.

Bateria

5.240 mAh com carregamento 90 W com fio e 50 W sem fio. O Xiaomi 15 alcança 100% em 35 minutos no carregador da caixa — o mais rápido entre os flagships testados. Autonomia: 8h–9h de tela em uso intenso.

Software

HyperOS 2 traz Xiaomi HyperConnect: integração entre celular, tablet e PC similar ao Continuity da Apple, e funciona surpreendentemente bem. 4 anos de atualização Android, 6 anos de patches de segurança.

Preço

R$ 4.599 na versão 256 GB lançamento — agressivo para o que entrega. É o melhor custo-benefício de flagship de 2026, e o concorrente direto é o Pixel 9, não o iPhone 16.

Veredito do redator

Quem ama câmera vai amar este aparelho. Pela primeira vez, um Xiaomi disputa de igual para igual no quesito foto/vídeo com Apple e Samsung — em algumas situações, ganha.

Tags

  • Xiaomi
  • Leica